Entendendo o Coaching

Entendendo o Coaching

Na medida em que o Coaching torna-se um processo cada vez mais procurado como apoio para o desenvolvimento de pessoas, seja na área profissional que na área pessoal, surgem questionamentos com relação aos seus limites.  Antes de mais nada, é preciso deixar claro que os processos de Coaching são indicados às pessoas funcionais, ou seja,  pessoas que cumprem diversas funções na vida, produzem, atuam, estão saudáveis.

Escrevi anteriormente sobre as diferenças entre o ofício do Coach com relação a outros profissionais da área do desenvolvimento humano como Mentor, Consultor, Orientador espiritual e Psicoterapeuta, mas aqui vou me limitar a este último.

Há que se conhecer primeiramente o que é um processo de Coaching e qual é o papel de um Coach, para poder traçar este paralelo. Em meu website faço uma descrição detalhada de cada um, mas em poucas palavras, o ofício do Coach partiu da área dos esportes, do treinador que conhece seu pupilo e traça com ele, e para ele, estratégias de ação que busquem sua melhor performance. Ao Coach cabe fazer primeiramente uma avaliação do padrão comportamental  do Coachee e de seu estado atual para, em seguida, traçar metas e construir caminhos estratégicos, divididos em etapas gradativas, acompanhar o passo-a-passo de seu cliente ao nível do desempenho, para alcançar a linha de chegada, ou o estado desejado. Assim é no esporte, e assim é na vida. É claro que em determinados passos do caminho surgirão pedras que o Coach tentará superar através do uso de ferramentas apropriadas.

Não cabe ao Coach fazer análise de qualquer espécie, interpretação de qualquer espécie, nem um mergulho mais profundo na psique de seu cliente. Não cabe ao Coach orientar ou dar respostas. Não cabe ao Coach fazer uma volta ao passado do cliente para que o mesmo supere traumas. Ele poderá, caso apareçam durante o processo crenças limitantes, usar ferramentas de conscientização para que as crenças não sejam um impedimento no caminho do Coachee. Muitas vezes, ao tomar consciência da existência de uma crença, a força impeditiva dela cai por terra.

O Coaching tem de fato um custo-benefício atraente com relação à psicoterapia, uma vez que seus processos têm prazo e custo delimitados desde o início. Mas de forma alguma pode ser uma opção a esta em casos que transcendam as características descritas acima, tanto do Coach como do Coachee.

Metas objetivas de vida tais como combater um vício, mudar de emprego, emagrecer, organizar as finanças, passar num exame, mudar de cidade, ser promovido, etc, podem ser abordadas num processo de Coaching, por pessoas funcionais. As metas devem ser mensuráveis, realistas e alcançáveis num limite de tempo determinado. Traumas, depressão, obsessões, e uma lista enorme de disfunções emocionais, não devem ser abordados num processo de Coaching.

Cabe ao profissional ter consciência e ética para julgar os limites da sua competência e, se for o caso, encaminhar o cliente ao profissional adequado.

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