O Stress Nosso de Cada Dia

O Stress Nosso de Cada Dia

A vida moderna nos coloca frequentemente em situações de risco para a nossa saúde física e mental. Afirmação básica, ou seja, todos sabemos. Porém, não é tão simples assim. Afinal, o que leva o indivíduo chegar a um ponto de quase “autoflagelo” praticamente sem reação?

Primeiramente vamos avaliar o conceito de “vida moderna”. Sob este rótulo podemos detectar alguns vilões tão conhecidos de todos nós: excesso de trabalho, falta de tempo, rotina de exercícios físicos pobre ou inexistente, má alimentação, promessas de mudança sempre jogadas para um futuro que talvez nunca chegue… a vida passa a correr numa velocidade tão alucinante que perdemos a noção do nosso contexto, assoberbados pelo tsunami de compromissos, obrigações, necessidades que se sobrepõe àquilo que realmente importa: nossa integridade. Neste momento nos tornamos impotentes, vítimas do grande mal dos nossos tempos: o “stress”, também conhecido como Síndrome de Burnout.

No momento em que o indivíduo deixa de se questionar e passa a ser escravo de uma rotina exaustiva e nada prazerosa, ele perde o controle da própria vida e se desconecta da sua essência. As consequências neste caso variam das mais brandas, como dores de cabeça, dores musculares, palpitações, perda ou ganho de peso, perda de libido, unhas e cabelos enfraquecidos, até as mais graves, como pânico, depressão, diabetes ou até ataque cardíaco. É hora de buscar ajuda.

O primeiro passo é o da conscientização. Com a ajuda de um psicólogo ou de um coach a pessoa adquire um melhor autoconhecimento e consegue compreender a situação como um todo, chegando aos motivos que a levaram àquilo. A partir daí é possível estabelecer uma meta e estudar estratégias possíveis para se chegar lá. Os caminhos são os mais diversos, desde reorganizar os horários de trabalho, ter um maior convívio com amigos, adotar atividades relaxantes como dança, meditação, idas ao cinema ou iniciar uma atividade esportiva para aliviar o estresse acumulado.

Em alguns casos extremos, medicamentos podem ser necessários, e neste caso a pessoa deve procurar a ajuda de um médico. A Síndrome de Burnout em si não é uma doença, mas pode acabar provocando uma se não for tratada a tempo.

Outras vezes o equilíbrio pode vir através de uma prática maior da espiritualidade, seja qual for a doutrina adotada. Todas as crenças valem quando ajudam a trazer sentido à vida das pessoas e incentivam uma conexão maior com a essência.

O mais importante é, ao longo do processo de tratamento e controle da síndrome, que a pessoa consiga enxergar o que realmente importa para ela na vida e estabeleça suas prioridades, podendo assim evitar cair na mesma ciranda sempre que as circunstâncias do momento quiserem conduzi-la novamente. Tendo clareza com relação às necessidades, valores, prioridades, propósito de vida, a mente fica alerta aos menores sinais de que estamos nos distanciando mais uma vez de nós mesmos em nome de algo que nem sempre sabemos.

Não podemos parar o mundo, desacelerar o tempo nem mudar aquilo que não nos pertence, mas temos como missão cuidar daquilo que recebemos no momento em fomos gerados: um corpo e uma mente únicos e integrados, com quem temos que conviver todos os dias de nossa jornada neste planeta terra. Que a convivência seja a mais pacífica possível!

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