Qual Inglês Você Fala?

Qual Inglês Você Fala?

O ofício de um Coach linguístico é, em tese, auxiliar o Coachee na aquisição e treinamento de qualquer idioma falado no planeta; com papel de destaque pela posição consolidada de idioma da globalização, é sobre a língua inglesa que direcionamos o foco aqui.

Há algumas décadas a língua inglesa vem ganhando a posição de língua franca ao redor do mundo – a linguagem comum entre pessoas de origens diversas. A humanidade precisa se comunicar. O planeta ficou pequeno, a globalização é fato consumado. Todos precisam saber a língua franca, não só por hobby ou por questões culturais, mas para trabalhar, estudar, expandir horizontes. Da mesma forma que a alfabetização nos últimos 200 anos deixou de ser um privilégio da elite para se tornar requisito básico aos cidadãos bem-informados, entender e falar inglês passou de sofisticação a habilidade básica, como dirigir um carro ou usar um computador.

Muitas pessoas quando procuram um processo de Coaching linguístico se preocupam com a origem do inglês falado pelo Coach.

Hoje em dia o número de falantes não nativos de língua inglesa no mundo é aproximadamente o dobro do número de falantes nativos. O objetivo dos não nativos em aprender, e o uso que todos fazem da língua é o mesmo, indiferentemente de regionalismos. A língua enquanto sistema é uma só. Existem variáveis regionais, como alguns componentes léxicos, pronúncia, entonação, mas o sistema linguístico é um só. Com a demanda cada vez maior de instrutores, é importante estar aberto ao fato de que o essencial é que este seja qualificado e antenado com a evolução do seu ofício, independentemente da tendência que ele siga. Assumindo o papel de língua franca, falada por pessoas das mais diversas origens, é praticamente impossível que a língua inglesa seja preservada com a pureza de cada uma de suas regiões originárias. O resultado deste fenômeno é o que chamamos hoje de “Global English”, ou Inglês Global, ou ainda “Inglês do Meio-Atlântico”.  É esta a língua que se ensina e que se deve aprender. Se a pessoa não estiver se comunicando corretamente, ela terá dificuldades no trabalho, nos estudos ou em viagens em qualquer lugar do mundo. A variante da língua não faz a menor diferença, assim como no caso contrário – uma comunicação eficiente cumpre seu objetivo em qualquer situação, independente da variante regional.

Há também candidatos que se preocupam se o instrutor não for falante nativo da língua. Aos nascidos no Brasil cabe a pergunta, “você é capaz de ensinar português?”

O ensino de línguas é uma habilidade específica que requer muito estudo, muito investimento na formação, muito tempo, experiência e amadurecimento, como qualquer outra habilidade profissional. Não é tudo o que somos capazes de fazer, que conseguimos instruir alguém a fazer corretamente. Algumas vezes o falante nativo não tem formação profissional adequada, não tem metodologia nem segue uma abordagem específica, causando frustrações em ambas as partes. Há bons profissionais nativos, obviamente, como há bons profissionais não nativos.

Precisamos falar a língua franca para estar no mundo. Qualquer caminho que leve a ela é válido, desde que a decisão seja tomada, a meta traçada, e cada etapa do caminho seguida com disciplina e determinação. Um profissional qualificado, comprometido e, principalmente, atualizado pode tornar o caminho mais rápido e, porque não, bastante prazeroso.

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